segunda-feira, 12 de março de 2012

Como declarar imóveis no IRPF 2012


 Eliana Lopes, especialista em Imposto de Renda da H&R Block, dá dicas para declarar seu imóvel, caso a caso.

- Aluguei um imóvel
Lance os valores recebidos no campo "Rendimentos Tributáveis" da Declaração de Ajuste Anual. Vale lembrar que os rendimentos de aluguéis estão sujeitos ao recolhimento de imposto mensal (carnê-leão) utilizando a tabela progressiva do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física). O imposto deverá ser pago no último dia útil do mês subsequente ao do recebimento do aluguel.

Caso os pagamentos estejam pendentes, eles deverão ser feitos à época da declaração do IR. Antes, o contribuinte deve calcular as dívidas e os acréscimos legais devidos: uma multa de 0,33% por dia de atraso, limitado a 20%, e juros equivalentes ao acumulado da taxa Selic do período.

- Sou casado e aluguei um imóvel
Em se tratando de bens comuns em decorrência do casamento, os rendimentos são tributados na proporção de 50% em nome de cada cônjuge ou, opcionalmente, podem ser tributados pelo total em nome de um dos cônjuges. Na união estável, adota-se idêntico tratamento, salvo contrato escrito entre os companheiros.

- Paguei aluguel
Lance o valor dos pagamentos anuais na ficha "Pagamentos e Doações Efetuadas", sob o código 70.

- Vendi um imóvel
Verifique se a operação de venda está sujeita ao imposto sobre o ganho de capital (diferença positiva entre o preço da venda e o custo de aquisição) à alíquota de 15%, exclusivo de fonte (que não pode ser compensado na declaração de ajuste).

Além disso, é preciso analisar se essa venda atende a alguns dos itens de isenção do ganho de capital. Por exemplo:
  • Único imóvel residencial do vendedor, no valor máximo de R$ 440 mil. Essa isenção só pode ser usufruída uma vez a cada cinco anos;
  • Imóvel vendido foi adquirido até 1969;
  • O recurso recebido na venda de imóveis residenciais foi utilizado na compra de novos imóveis do mesmo tipo no prazo de 180 dias.

- Comprei um imóvel
O contribuinte deverá relacionar na ficha "Bens e Direitos" o imóvel adquirido pelo seu custo de aquisição, sob código específico (casas, terrenos, apartamentos, etc.). Deverá descrever o bem na coluna "discriminação" com os dados do bem e informações da operação de compra (data, forma de pagamento, nome e CPF do vendedor do imóvel), com o valor pago -se for à vista.

- Estou financiando um imóvel
No caso de aquisição por meio de financiamento, o imóvel deverá ser relacionado na ficha "Bens e Direitos" com os valores efetivamente pagos. Ou seja, o contribuinte deverá lançar os valores pagos em cada ano até a quitação do imóvel -e não os valores a serem pagos nos anos seguintes.

Assim, deverá inserir os dados do bem na coluna "discriminação" e informações da operação de compra (data, forma de pagamento, nome e CPF do vendedor do imóvel), além do valor pago até 31/12/2010 e até 31/12/2011, acrescentando as parcelas pagas durante os anos subsequentes ao da compra. Por exemplo, se o bem foi adquirido em 2011, informar saldo R$ 0,00 na coluna 31/12/2010 e o valor efetivamente pago até 31/12/2011. Não é necessário lançar o financiamento na ficha "Dívidas e Ônus Reais".

Fonte: Tribuna da Bahia / Folha

sexta-feira, 9 de março de 2012

Descobrindo SP: Vila Madalena

A Vila Madalena é um bairro nobre da zona oeste da cidade de São Paulo. Atualmente no transporte público o bairro é atendido pela estação Vila Madalena (linha 2 verde do Metrô). 


O bairro é conhecido por ser um reduto de bares e casas noturnas, fazendo com que as noites do bairro seja uma das mais badaladas da cidade. Também localiza-se no bairro a escola de samba Pérola Negra.
 

Curiosidade

Em 1990 a novela 'Vila Madalena' (Globo) destacou todo o glamour do bairro, como pano de fundo da trama.

Empreendimentos
Uma excelente oportunidade que a Brev Soluções Imobiliárias disponibiliza no bairro é o Mosaico Vila Madalena. Com 2 e 3 dormitórios e 66m². O empreendimento possuí fachada com pintura e material cerâmico, sistema de aquecimento solar, espaço gourmet, piscina coberta climatizada e espaço para fitness. Uma grande oportunidade em um bairro que se valoriza a cada dia.

terça-feira, 6 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Corretor está mais jovem e escolarizado

Eles estão mais preparados, mais jovens e menos desiguais.  Enquanto a participação feminina e a escolaridade crescem entre os mais de 160 mil corretores espalhados por todo o País, a idade média desses profissionais está diminuindo.  Os destaques aparecem na edição 2011 do Perfil dos Corretores de Imóveis e Imobiliárias do Brasil, iniciativa do Sistema Cofeci-Creci divulgado em primeira mão pelo Estado.

 Este é o terceiro levantamento realizado pela entidade federal responsável pela fiscalização profissional da corretagem de imóveis.  As outras duas pesquisas do gênero foram feitas em 2005 e 1995 respectivamente.

 ”A partir de 2004, tivemos uma mudança muito grande no mercado com a chegada dos financiamentos.  Houve um salto qualitativo e quantitativo nos profissionais”, diz o presidente do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro da Silva.

 Para o presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Corretores de Imóveis (ABCI), Francisco Zagari, há 42 anos no mercado, a maior parte dos novos trabalhadores entrou no mercado por euforia.  ”São corretores que ficam nos plantões de vendas. “

 Quase 70% dos inscritos nos conselhos regionais, de acordo com a pesquisa, estão há menos de 10 anos na atividade, e apenas 16% têm vínculos há mais de dez anos e menos de 20.

 Escolaridade. Os profissionais que se declararam com ao menos formação superior passaram de 51% em 2005 para 53,5% no levantamento do ano passado – caso do corretor paulista José Antônio Macedo Rodrigues, o Everton.  Depois de uma vida dedicada ao comércio exterior na aviação civil, ele enveredou pela corretagem – antes no mercado de seguros e, desde julho de 2011, no de imóveis.

 ”Pretendo seguir na área o resto da minha vida.  Na realidade, não é uma profissão que limita pela idade”, diz.  Aos 55 anos, ele integra o grupo mais numeroso de profissionais na área: 53% de todos os corretores ouvidos pela pesquisa tinham entre 40 e 60 anos no momento de inscrição nos conselhos regionais.

 Mudanças. A idade média desses trabalhadores entre 2010 e 2011 ficou em 39 anos, dois a menos do que o resultado obtido entre 2000 e 2009, segundo o Cofeci.  A diminuição da faixa etária na categoria tem sido tendência nos últimos anos.  ”Hoje, há pessoas que vêm receber autorização do Creci aos 18 anos de idade.  Para elas, essa é a primeira profissão, uma opção de vida.  E isso puxa a média para baixo”, diz o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto.

 Os homens ainda dominam a corretagem, mas a presença feminina cresceu desde 2005.  Antes elas representavam 21% de todos dos profissionais.  Hoje, chegam a quase 33%.

Viana Neto acredita que a postura atenciosa das mulheres dá a elas vantagem nas vendas de imóveis.  Em 8 de março, dia internacional da mulher, a entidade paulista realizará uma cerimônia para a entrega de inscrições a alunas do curso técnico em negócios imobiliários – necessário para a regulamentação trabalhista na atividade.

 Sete em cada dez profissionais em atividade do País atuam como autônomos, ou seja, não têm vínculo empregatício tradicional – essa é uma característica da categoria e, em geral, não causa descontentamentos.

 ”É fato que, no mercado de hoje, muitos corretores acham que têm que ter carteira, mas tradicionalmente o corretor quer estar livre.  Quando se coloca um salário, limita-se o ganho”, diz o presidente do Creci-SP.

 A maior parte dos profissionais mostra-se satisfeita com as perspectivas profissionais da área.  A aprovação supera os 50% entre os corretores consultados na pesquisa.  Mesmo com o otimismo, os representantes da corretagem ainda enxergam desafios: “Temos de consolidar a profissão no âmbito da sociedade”, diz Viana Neto.

Por: Claudio Marques - Estadão.com.br

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vale a pena investir em imóveis?

Se comparado com outros investimentos, não é um bom negócio, mas há algumas opções

Investir na compra de imóveis pode não ser bom negócio no momento. A avaliação é compartilhada pelos especialistas Ricardo Almeida, professor de finanças do Insper, e Keyler Carvalho Rocha, professor do Laboratório de Finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração). Vários fatores pesam contra a opção. Em primeiro lugar, os preços estão salgados – resultado da alta demanda, causada pela estabilidade econômica, farta oferta de crédito, juros mais baixos e prazos maiores para pagamento. E nada garante que a alta continue. “O mercado imobiliário é cíclico e em algum momento os preços devem deixar de subir ou mesmo cair”, afirma Carvalho Rocha.

Mesmo sem apostar em queda de preços, por ainda haver grande “demanda reprimida”, Almeida enumera outras desvantagens do investimento: risco de depreciação do imóvel, gastos com manutenção e ainda despesas de cerca de 5% do valor do bem na ocasião da compra, referentes ao pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), verificação da documentação e registro em cartório. No caso de venda, há também gastos em torno de 5% com taxa de corretagem.

Outro inconveniente está na dificuldade em reduzir riscos com diversificação dos investimentos. Afinal, é bem mais difícil comprar diferentes propriedades do que optar por diversas aplicações no mercado financeiro. Por isso, para quer investir em imóveis, o professor do Insper recomenda fundos imobiliários (clique aqui para conhecer os fundos com cotas na Bovespa), com cotas negociadas na bolsa e adquiridas por intermédio de uma corretora. “Eles têm a vantagem do portfólio diversificado e da gestão a cargo de especialistas”, afirma.
Almeida e Rocha também ressaltam que o imposto de renda sobre os ganhos do aluguel costuma ser maior que o das aplicações financeiras. Como no primeiro caso vale a tabela de imposto de renda para pessoa física, grande parte dos investidores acaba sujeita à alíquota máxima, de 27,5%. Para comparar, nos fundos de renda fixa o imposto cai para 15% para aplicações com período superior a dois anos. 

Retorno
No caso do aluguel, o retorno bruto sobre o valor do imóvel varia bastante: geralmente de 0,5% a 1% ao mês, segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo). Já os fundos de renda fixa rendem algo em torno de 0,6% ao mês.

Ao fazer as contas, é também preciso considerar que os imóveis para aluguel ficam sem rendimento nos períodos entre os contratos de locação. Além disso, como é de praxe, os ganhos do primeiro aluguel são destinados à imobiliária responsável pela transação.

Aposentadoria
Ainda assim, muita gente aposta na compra de imóveis para, com o dinheiro do aluguel, complementar a aposentadoria. No caso, o presidente do Creci -SP recomenda a compra de imóveis menores, geralmente com maior procura e mais rentáveis. Propriedades mais baratas também favorecem a diversificação do investimento para redução de riscos. “É melhor comprar quatro quitinetes do que dois apartamentos de um quarto ou um de três quartos”, exemplifica. 

Na avaliação dele, a compra de imóveis comerciais só é recomendada para especialistas no mercado, porque, embora tenha maior potencial de retorno, embutem maiores riscos.
Fonte: IG

Descubra o que valoriza seu imóvel


Condomínio barato, vista atraente, boa localização e facilidade de estacionamento elevam o valor de venda ou do aluguel

Carin Homonnay Petti

Seja na compra para uso próprio ou para investimento, vale a pena ter em mente as características que ajudam a mais tarde valorizar o imóvel na eventual venda ou aluguel da propriedade. Alguns fatores independem do perfil do morador, como bom estado geral de conservação, ventilação, luminosidade, vista atraente, ausência de umidade e, na maior parte dos casos, facilidade de estacionamento.
Outras características tendem a mudar conforme o perfil sócio-econômico do comprador ou inquilino. “Moradores de imóveis de alto padrão tendem a preferir ruas residenciais e sossegadas, enquanto pessoas de menor renda buscam proximidade do transporte coletivo”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo).
O valor do condomínio também é relevante, sobretudo nas propriedades mais baratas, em que taxas altas afugentam interessados. O número de vagas na garagem é outro fator que muda conforme a conta bancária – quanto maior a renda, mais vagas são exigidas.
Quer reformar? Antes de derrubar as paredes, saiba que nem toda obra conta pontos para comercialização. “Muitas das modificações estéticas são apenas para o próprio prazer, sem retorno financeiro”, afirma o arquiteto Saulo Szabó, do escritório Szabó e Oliveira Arquitetura. Ele exemplifica: “o comprador pode não se dispor a pagar a mais por piso de mármore caríssimo, até porque pode não gostar dele”.
Por isso, se o objetivo for ganhar mais na venda ou aluguel, ele recomenda investir no encanamento, rede elétrica, esquadrias de qualidade e, se for o caso, ar-condicionado. “Imóveis com boa infraestrutura valem mais”.
Fonte: IG

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Internet: aliada dos negócios imobiliários

A internet já se consolidou como excelente ferramenta de negócios para diversos setores. O consumidor, por sua vez, mostra gradativas mudanças em seu perfil, especialmente no que diz respeito ao aumento da confiança e da segurança para efetuar transações on-line. De olho nessa tendência, as empresas investem com vigor na modernização de suas páginas, tornando-as mais atrativas, mais fáceis de navegar.


Igualmente observado no mercado imobiliário, esse movimento apresenta particularidades quando se trata do segmento de imóveis usados. As imobiliárias que atuam nesse nicho se preparam para atender a uma nova demanda de cliente, aquele que chega ao corretor munido de todas as informações e em busca apenas de suporte para adquirir seu imóvel.


A internet reforça dia a dia seu fantástico potencial, suas infinitas possibilidades, dentre as quais a de promover transformações diretas e indiretas, que permitem organizar, modernizar e levar à evolução os mais diversos mercados. É importante prestar atenção no cliente e no potencial de negócios oferecido pela internet.

Recentemente, estive em mais uma Convenção da NAR, a National Association of Realtors, entidade americana que congrega mais de 1,2 milhão de corretores de imóveis. Participo do evento há 13 anos, quando a internet era incipiente e despertava a preocupação de que tomasse o espaço das empresas do setor e dos corretores. Ao longo do tempo, porém, o tom mudou completamente e a internet se tornou a maior aliada dos corretores. O motivo principal é que imóveis não são commodities. A maioria das vendas envolve muita emoção, e é aí que o papel do intermediador se torna fundamental.

Nos Estados Unidos, a imensa maioria dos negócios imobiliários é realizada com exclusividade, prática que proporciona respeito ao corretor e o torna referência nos negócios imobiliários. Engana-se enormemente o proprietário que, pretendendo atingir maior número de compradores, distribui seu imóvel a várias empresas ou profissionais. O resultado será uma má prestação do serviço e insatisfação geral, contribuindo para a imagem equivocada de que corretores são maus profissionais.

A maneira correta de vender imóveis é dar exclusividade a uma empresa ou um profissional, exigir e fiscalizar o serviço. O profissional imobiliário não é mais o único detentor da informação de mercado. Nos últimos anos, o consumidor passou a buscar a informação e hoje sabe muito mais, cabendo ao corretor procurar entendê-lo para poder prestar o melhor serviço. E isso transcende o mero atendimento; envolve questões de natureza sociológica, psicológica, mercadológica. ]

O corretor deve estar preparado para moldar com o cliente o serviço desejado. A partir do momento que encontrar a solução e adequá-la às necessidades, o corretor fideliza o cliente. Como consultor, ele tem de saber como utilizar melhor a informação. O seu papel é o de ajudar a fechar negócio, dando segurança ao cliente. À medida que nosso mercado evoluir, estaremos preparados tecnicamente para atender o cliente.

O cliente virtual, a exemplo do consumidor moderno, está cada vez mais exigente, repleto de informações. Por isso mesmo, tem outros tipos de dúvidas e precisa de profissional capacitado a assessorá-lo do começo ao fim da transação. Aperfeiçoamento, treinamento e atualização tornam-se obrigatórios para aqueles que almejam fidelizar clientes, muito mais do que conquistá-los.

Nesse cenário, cabe às empresas investir ainda em tecnologia, na modernização de equipamentos e de sistemas, além de proporcionar condições que garantam a qualidade no atendimento não só por parte do corretor, mas de todos os colaboradores.

Vale ressaltar também a utilização da internet avança na mesma velocidade em que as vendas de computadores superam as de televisores. Tomando por base os expressivos números de acesso atuais e considerando os planos de inclusão digital previstos pelo governo para os próximos anos, é possível imaginar o quanto esse instrumento se tornará indispensável no dia a dia das pessoas.

* Luiz Fernando Gambi é diretor geral de Comercialização e Marketing do Secovi-SP e da Rede Secovi de Imóveis

Promessa de campanha, Dilma tenta destravar ‘Minha Casa, Minha Vida’

Fonte: O Estado de São Paulo


Valor máximo dos imóveis que podem ser financiados nas cidades com 1 milhão de habitantes subirá para acelerar programa

Edna Simão

BRASÍLIA - O governo da presidente Dilma Rousseff já prepara a sua primeira bondade política para dar um incentivo adicional à segunda fase do programa "Minha Casa, Minha Vida" e aos financiamentos para uma parcela da classe média.

Estagnado há mais de três anos, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados com dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em cidades com mais de 1 milhão de habitantes pode ser corrigido ainda neste mês pelo Conselho Curador do FGTS e saltar de R$ 130 mil para algo entre R$ 150 mil e R$ 170 mil.

O objetivo é acelerar o programa entre as famílias com renda mensal entre seis e dez salários mínimos nos grandes centros urbanos, como São Paulo, Brasília e Rio - onde os preços dos imóveis são mais elevados e não se enquadravam nos montantes definidos pelo FGTS.

O programa é uma prioridade de Dilma, que na campanha eleitoral se comprometeu a construir pelo menos 2 milhões de moradias em seus quatro anos de governo. No final do ano passado, o conselho aprovou um orçamento de R$ 46,9 bilhões para este ano - R$ 30,6 bilhões para habitação.


Ao mexer no teto do valor do imóvel financiado para regiões metropolitanas e grandes cidades, também serão revistos os limites para localidades com menos moradores. Para cidades com população entre 250 mil e 1 milhão de habitantes, o valor é de R$ 100 mil e nos demais municípios, R$ 80 mil. A sugestão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é de que essas faixas sejam fixadas em R$ 100 mil e R$ 130 mil. Para o teto, a proposta é de R$ 150 mil.

"Talvez o reajuste seja um pouco menor do que esses números, mas a correção deve acontecer", afirmou um técnico do governo. O aumento do limite de R$ 130 mil é uma reivindicação antiga do setor de construção civil. Isso porque os valores inferiores tiveram uma atualização em 2009. Um dos atrativos da operação é que a taxa de juros do FGTS é menor que as do mercado.

Irregularidades

Segundo o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, o setor aguarda com ansiedade a mudança. "Têm locais em que os valores atuais inviabilizam os empreendimentos", afirmou Simão, acrescentando que os números fixados pelo conselho curador estão fora da realidade, o que pode abrir brecha para irregularidades.
Por enquanto, a atualização de valores está sendo analisada pelo Grupo de Apoio Permanente (GAP), que assessora o Conselho Curador do FGTS. A expectativa de técnicos envolvidos no processo é de que a correção seja aprovada ainda este mês. "Estamos trabalhando para isso", afirmou outro técnico do governo. No ano passado, o assunto foi alvo de discussões e só não foi aprovado porque o Ministério da Fazenda pediu para reanalisar a matéria.

Os analistas da Fazenda queriam avaliar o impacto da medida. Na ocasião, se dizia que a orientação era segurar a aprovação para que a medida fosse anunciada no governo de Dilma.

Menor custo

Existem várias fontes de recursos para a construção de um imóvel financiado. O mais barato é do FGTS e atende a famílias com renda de até R$ 4,9 mil.

Dependendo da localidade, é possível comprar imóveis de acordo com três limites: R$ 80 mil, R$ 100 mil e R$ 130 mil. A vantagem é que a taxa de juros de imóveis construídos com recursos do FGTS é inferior à do mercado. Por exemplo, no caso de um imóvel de R$ 80 mil, as taxas de juros de um imóvel construído com dinheiro do trabalhador variam de 5% a 8,55% mais TR (Taxa Referencial). O financiamento da casa própria também pode ser feito com recursos da caderneta de poupança. Nesse caso, a taxa de juros pode chegar a 12% ao ano.

Fonte:

http://economia.estadao.com.br/noticias/not_51214.htm

As carteiras imobiliárias em 2010 e os ganhos do investidor

Marcelo D' Agosto



No ano de 2010, foram registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 39 ofertas de distribuição de cotas de fundos imobiliários, totalizando um montante recorde de R$ 9,7 bilhões. Destas, 20 ofertas foram concluídas ao longo do ano e somaram R$ 3,3 bilhões. As demais ofertas ainda estão em processo de comercialização.

Pelas informações mais detalhadas das emissões, verifica-se que, das 20 ofertas concluídas, o total de R$ 2,8 bilhões foi efetivamente colocado junto aos vários tipos de investidores (pessoas físicas, institucionais, corporativos, estrangeiros etc), sendo que os maiores compradores foram as pessoas físicas. Do montante colocado, o volume de R$ 2,2 bilhões, equivalente a quase 80%, foi direcionado para pouco mais de 15 mil pessoas físicas.

Metade do volume das ofertas colocadas em 2010 foi de fundos imobiliários cuja política de investimento é adquirir, majoritariamente, lajes de prédios de escritórios para locação para empresas de primeira linha. Esse tipo de fundo atraiu investimentos de cerca de 8 mil pessoas físicas com aplicação média de aproximadamente R$ 130 mil.

Em termos de volume, o segundo tipo de fundo que mais atraiu pessoas físicas foram aqueles cuja política de investimento é adquirir ativos financeiros imobiliários. A aplicação média das cerca de 700 pessoas físicas que investiram nesse tipo de fundo é mais elevada, de cerca de R$ 500 mil.

Com relação à quantidade de investidores, os fundos cuja política de investimentos é comprar imóveis "built-to-suit", ou comerciais, atraíram cerca de 2 mil pessoas físicas cada um. Os imóveis "built-to-suit" são aqueles construídos para atender às necessidades específicas de um determinado locatário e, por consequência, possuem um contrato de locação com características particulares, geralmente de longo prazo. Os imóveis comerciais são aqueles locados para lojas e shopping centers desenvolverem suas atividades mercantis.

A aplicação média das pessoas físicas nos fundos que investiram em imóveis "built-to-suit" foi de R$ 90 mil e nos fundos que investiram em imóveis comerciais foi de R$ 60 mil.

Adicionalmente, mas em menor número e em menor volume, as pessoas físicas também aplicaram seus recursos em fundos imobiliários que possuem como política de investimento a aquisição de imóveis e projetos habitacionais, galpões industriais ou armazéns para distribuição de estoques e cotas de outros fundos imobiliários.


Em termos de ganhos para o investidor, os dados de mercado mostram que, das ofertas encerradas em 2010, a faixa de rendimento corrente dos aplicadores em fundos imobiliário está ao redor de 9,5% ao ano. Esse número é calculado a partir da relação entre a remuneração distribuída pelo fundo e o valor de mercado de sua cota.

Além do rendimento corrente o investidor em fundos imobiliários pode ter um ganho de capital tanto em função da valorização do imóvel quanto pela queda das taxas de juros de longo prazo.

A valorização do imóvel geralmente implica em um aumento dos valores cobrados pelo seu aluguel e a queda das taxas de juros torna o fluxo de caixa gerado pelos alugueis dos imóveis mais valioso. Em ambos os casos a consequência é o aumento do preço de mercado da cota o fundo.

Como vantagem adicional, a pessoa física que aplica no fundo imobiliário possui isenção do imposto de renda sobre seus rendimentos, desde que o fundo imobiliário atenda as exigências da legislação.

A combinação entre a diversidade de políticas de investimento com a boa perspectiva de remuneração comparativamente às opções tradicionais de investimento foi um importante fator para o desempenho recorde do mercado de fundos imobiliários em 2010.

Para 2011 o investidor deverá encontrar diversas alternativas que podem gerar boas oportunidades de investimento desde que os riscos para seu portfólio de investimento sejam toleráveis. Entre as ofertas em andamento, uma boa parte são de fundos que tem como política de investimento a aquisição de ativos financeiros imobiliários.

Uma inovação para 2011 serão os fundos que tem como política de investimento o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, com o objetivo de capturar e repassar ao investidor o ganho com a valorização do terreno decorrente da atividade de incorporação imobiliária. A maior variedade de alternativas de fundos imobiliários implica, para os investidores, em análises de investimento mais detalhadas.

Marcelo D' Agosto é consultor de investimentos e autor do livro "Como escolher o melhor fundo de investimento"

E-mail marcelodagosto@hotmail.com

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